Consciência e liberdade na era da Inteligência Artificial
Resumo
Este ensaio pretende refletir e argumentar sobre a consciência e a liberdade a partir do advento das inteligências artificiais. Para isso, o conteúdo foi dividido em duas partes fundamentais, cada uma fracionada em tópicos que exploram respectivamente estes temas sob diferentes perspectivas. Na primeira, o problema da consciência é analisado a partir da ótica fisicalista, do argumento do zumbi de Chalmers, do argumento do quarto chinês de Searle e da fenomenologia de Husserl. Na segunda, reflete-se sobre a liberdade e a responsabilidade a partir do existencialismo sartriano e da teoria crítica da tecnologia de Feenberg. Conclui-se que a tecnologia não pode ser considerada neutra, visto que é projetada a partir de valores e interesses privados; apenas aos seres humanos podem ser atribuídos conceitos como consciência, liberdade e responsabilidade; é imprescindível a pesquisa interdisciplinar sobre as IAs para prevenir ou mitigar os danos que podem se seguir do seu uso irrefletido.

